quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Testemunha

Uma testemunha garante que viu Pedro Proença, o filho da fruta escolhido para a roubalheira da próxima sexta-feira, a sair do Dragão Caixa no passado domingo. A ser verdade (e a História recente do futebol português aponta indubitavelmente para isso) e não tendo sido o motivo da visita pedir apoio familiar apenas se confirma o que todos os benfiquistas há anos sabem, apesar da areia para os olhos que alguns insistem em atirar de que este filho da fruta até é sócio do Benfica...

Lost in translation

Não é apenas mau jornalismo e já se percebeu, há muito, que estas "peças" não são erros de tradução.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Roubo a roubo até ao roubo final

Tal como esperado e receado por todos os benfiquistas, Pedro Proença foi o filho da fruta escolhido para a roubalheira da próxima sexta-feira. Neste vídeo podemos rever alguns exemplos dos crimes praticados por esta figura grata da nossa Palermo ou, neste, a roubalheira do último Braga - Benfica, onde perdoou duas expulsões e uma grande penalidade à sucursal portista no Minho. Mais: ninguém se esquece do famoso mergulho de Lisandro López há três anos, que permitiu um empate no Dragão e impediu que o Benfica de Quique Flores ascendesse ao primeiro lugar isolado (com a consequente moralização - e desmoralização do adversário, que cedia o primeiro lugar no próprio estádio), que apenas este filho da fruta viu. Dá vontade de perguntar o que andam a fazer os senhores procuradores do DIAP do Porto. A dormir?

Para quem se licenciou aos 37 anos não está nada mal

O vídeo que o DIAP certamente ainda não viu

sábado, 25 de fevereiro de 2012

É Carnaval e o DIAP não leva a mal (2)

Foi o ex-Superdragão Jorge Sousa com o Nacional, depois Xistra com o Guimarães e agora, ainda na ressaca do Carnaval, Rui Miguel com a Académica. Todos roubaram o Benfica, todos mostraram como o polvo e a Máfia da nossa Palermo continua forte. Enquanto o DIAP* anda a dormir, como dormiu noutras ocasiões, isto continua e continuará a suceder.


* Para quem não saiba, o DIAP é o Ministério Público, entidade do Estado que exerce (ou deveria exercer em determinados casos em que não o faz apesar de todos os indícios - por vezes provas - da prática de crimes) a acção penal.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Notícias de Palermo

Descobri (via Tertúlia) esta entrevista de um jornalista que foi (e pelos vistos ainda é) perseguido por causa da sua luta contra a criminalidade altamente organizada da nossa Palermo, a corrupção e a fruta. Demonstra também como é feito o nosso pseudo-jornalismo, que não é mais do que propaganda ao serviço de interesses ocultos (alguns bem claros).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

É Carnaval e o DIAP não leva a mal

Como esperado por todos os benfiquistas e por mim próprio (ainda esta tarde escrevi sobre o crime que iria ser cometido esta noite), Xistra voltou a fazer das suas, desta vez com a preciosa ajuda do seu assistente, um filho da fruta de nome cardinal (que é parecido com carnaval...) A falta que dá origem ao golo do Guimarães foi uma obra de arte, digna dos maiores artistas da nossa Palermo. Mas não há crise, é Carnaval e o DIAP não leva a mal.

Adenda: já se antevia a prestação xistralhada e em concreto o circo cardinal, como por exemplo aqui.

Xistralhadas

Não tem problemas em, para quem quiser ouvir, mostrar o seu anti-benfiquismo primário (que se mistura com o seu sportiguismo). Basta ir, aliás, ao Youtube e ver algumas das prestações fantásticas desta filho da fruta. A última obra de arte foi no Braga - Benfica da época passada. Mais logo, em Guimarães, terá mais uma oportunidade de demonstrar todo o seu potencial como artista da fruta. Basta correr a blogosfera benfiquista para perceber o receio pela sua actuação de hoje. Apenas espero que, tal como nos últimos jogos (sobretudo contra o Nacional, apitado pelo ex-membro da claque Superdragões Jorge Sousa), o Benfica seja manifestamente superior, para vencer dois adversários fortísssimos.


Nota: ficam aqui algumas leituras sobre esta filho da fruta:

. Um país de Xistras (1, 2 e 3)


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Igualdade, mas apenas nas palavras

Um dos direitos do Homem é a igualdade, nomeadamente entre o homem e a mulher. Mas há quem ainda pense de forma diferente. Parece que o novo Cardeal português defende que deve ser a mulher a ficar em casa a tomar conta dos filhos e o homem a ir trabalhar, para sustentar a família. Este era o pensamento dominante até meados do Séc. XX, mas já não é o actual. Não me espanta que os católicos mais ortodoxos e conservadores ainda defendam esta mentalidade, esta forma de ver a vida, mas não posso concordar com ela. E pelas mesmas razões de Ferreira Fernandes. Tenho uma filha com quase um ano e não me imagino sem o direito de a ver crescer nos primeiros meses de vida e fazer parte da sua aprendizagem inicial. Compreendo que a Igreja Católica esteja preocupada com a família e com a baixa natalidade no país e, como eu próprio escrevi há bem pouco tempo (aqui ou aqui), este governo está a fazer tudo ao contrário do que qualquer manual de economia diz, destruindo o futuro do país. Concordo que deveriam ser dados mais direitos aos pais e incentivos para a constituição de família (recordo-me que Ferreira Leite, no governo de Durão Barroso, fez os casais pagar mais impostos, fazendo com que muitos se tivessem divorciado para pagar menos, apesar de continuarem "casados") mas para ambos, para a mulher e para o homem, e nao apenas para a primeira. Aliás, qualquer pediatra poderá dizer ao Sr. Cardeal que as crianças que cresçam sem o acompanhamento do pai terão menos hipóteses de sucesso das que terão o pai ao seu lado, desde logo nos primeiros meses de vida. O Sr. Cardeal, se tiver internet, pode perder alguns minutos aqui, ou, caso tenha mais tempo e perceba inglês, pode sempre ler esta obra de Michael Lamb, chefe do departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento da Universidade de Cambridge, sobre o papel do pai no desenvolvimento da criança. Tal como Ferreira Fernandes, não admito que alguém que não seja pai me venha dar lições de parentalidade, sobretudo se pensa como se pensava em meados do Séc. XX, em que competia apenas à mulher cuidar das crianças, mas também se pensava que esta não tinha direito a votar e os negros eram uma raça inferior. E outros pensamentos do género...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ai o rigor...

Há dias, o presidente do Benfica deu uma entrevista televisiva e, questionado sobre se iria renovar com Rodrigo e aumentar a claúsula de rescisão actual de 30 milhões de euros, Luís Filipe Vieira corrigiu e disse que era de 40 e não de 30. Desde então, todas as notícias, como por exemplo esta, que referem o valor da cláusula de rescisão de Rodrigo falam em 30 milhões. Não sei se é incompetência (um jornalista desportivo competente veria a entrevista com atenção e teria anotado a correcção do presidente) ou se é propositado. Mas em ambas as situações é o prestígio da classe que, mais uma vez, sai manchada.

À morte há sempre alternativa

Apesar das claques apologistas da austeridade existe alternativa à destruição das economias. O problema é que, com esta alternativa, não conseguem atingir os objectivos de criar um Mundo bom apenas para eles e para os amigos...

Quando o crime compensa

O árbitro, não familiarizado com o sujeito em causa, nem amarelo mostrou, mas Bruno Alves, mais uma vez, deixou um adversário KO. Diz este sujeito, que tem mais ar de porteiro de discoteca do que de futebolista, que não tem intenção de lesionar os jogadores. Pois não. Este vídeo não deixa dúvidas de que é apenas carinho que distribui por esses relvados fora. E contra o Benfica, como este vídeo o prova, o carinho é especial. E ainda me lembro da dupla que este sujeito fazia no Porto com aquele animal chamado Pepe...

Das causas da falência do país

Desde sexta-feira à noite até ontem a meio da tarde estive sem serviço MEO em casa. Nada. Nem televisão, nem internet, nem telefone. Causa: furto de cobre na zona. Soube por uma pessoa amiga, pois o MEO nunca me disse o motivo da "avaria na zona". Porquê tantos dias para arranjarem a avaria? Não sei. Na sexta já muita gente tinha ligado a queixar-se da falha no serviço. No sábado de manhã, quando contactei o apoio ao cliente (16209 - 30 cênts/min) disseram-me que a avaria era apenas da minha linha, pois no fim-de-semana anterior já tinha havido falhas no serviço. Ficou agendada a ida de um técnico a minha casa na segunda-feira de manhã (não havia disponibilidade para antes disso), entre as 9 e as 13h. No sábado à tarde fiquei a saber, pelos vizinhos, que toda a gente que tinha MEO na zona tinha ficado sem serviço desde sexta à noite. Tinha sido enganado pela funcionária do apoio técnico. Apesar disto, fiquei em casa à espera do técnico, pois apesar de a avaria ser geral, poderia este ir a casa verificar o equipamento (o objectivo era mesmo esse, apesar de o motivo - errado - dado no sábado de manhã ser "cruzamento de linhas", sendo o problema no exterior e não na residência, nomeadamente com o equipamento). Não apareceu nenhum técnico nem sequer avisaram que não iria aparecer. Liguei novamente para o apoio técnico por volta das 14h e voltaram a não dar uma justificação para o atraso nem o motivo da avaria, muito menos uma previsão para a retoma do serviço. Já à noite, um amigo deu-me um número gratuito (mesmo de telemóvel) do apoio técnico do MEO, cujo atendimento (incluindo o menu) é exactamente igual ao 16209, sendo que este, a pagar, é o único divulgado pela PT. O gratuito é apenas para quem o conhece. Liguei para este número e garatiram-me que na terça, sem falta, teria novamente o serviço. Mas não. Liguei novamente ao final da tarde de terça, a questionar novamente a razão da demora, especialmente quando muitos dos vizinhos já tinham serviço - alguns desde segunda ao final da tarde - e eu não. E voltaram a não indicar o motivo da "avaria". Por acaso sabia qual tinha sido, mas a PT nunca o divulgou. Porquê, quando teria deixado os clientes mais satisfeitos e informados? Como disse no início, apenas ontem voltei a ter serviço. Disseram-me que descontarão na próxima factura os dias em que estive sem MEO, mas não chega. Não chega para pagar os valores que dispendi em telemóvel, quer nas chamadas para ao apoio técnico (antes de saber da existência de um outro número - secreto e gratuito - e apesar de a concorrência, como a ZON, ter este serviço gratuito) quer nas chamadas que tive que efectuar e que não pagaria se tivesse telefone fixo. Não chega para compensar os naturais transtornos, sobretudo por apanhar dois fins-de-semana seguidos, de não ter televisão, para descontrair ao final do dia e ao fim-de-semana após um longo dia ou uma cansativa semana de trabalho. Não chega para compensar os prejuízos de ter ficado em casa à espera, em vão, do técnico que não apareceu, em vez de ter vindo ao escritório para terminar e enviar um trabalho, com a consequente má imagem criada junto do cliente.
Ontem enviei reclamação para a provedoria do cliente da PT e para a Anacom. Da Anacom não espero grande coisa (pelos motivos que todos sabemos) e da MEO tive, até agora, um simples pedido de desculpa pelos "incómodos causados". Às perguntas colocadas nem uma resposta e nem um contacto a propor uma forma de compensação (como por exemplo, a oferta do mês de Fevereiro, ou de alguns canais durante alguns meses). Nada. A PT é simplesmente a maior empresa nacional e tem a reputação que tem. Se a maior empresa - com supostamente os melhores gestores - funciona assim, como é que podemos ficar espantados com a situação do país? Eu não estou. E há muito que não estou. Estou ainda a ponderar mudar de operador. Já fui cliente ZON e também não gostei do seu comportamento quando mudei para o MEO, comportamento idêntico ao que tiveram com muita gente, e preferia continuar com o MEO, mas estou inclinado para mudar até porque há mais operadores no mercado e com promoções e serviços concorrenciais. Nos próximos dias vou aguardar para ver o que me dizem, se é que dizem alguma coisa, para decidir. Mas é triste ver um país definhar assim.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pobres de espírito (2)

Ainda na sexta feira passada falava da pobreza de espírito daquele que dizem ser uma espécie de primeiro ministro e este rapidamente dá mais um exemplo da sua pobreza moral. Você ainda acredita naquele senhor?

Roubar aos pobres para dar aos ricos (34)

Mais um destino do dinheiro que nos é roubado todos os dias.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pobres de espírito

Primeiro a receita era o empobrecimento (expressão utilizada pelo próprio), mas agora diz que não vamos empobrecer, pois já somos pobres. As medidas aplicadas nos útlimos meses têm retirado poder de compra aos portugueses, quer pelo aumento brutal de impostos (directos e indirectos), quer pelo aumento violento dos tranportes públicos e serviços (electricidade, etc), mas agora vem dizer que "a poupança e o investimento são indispensáveis" para sairmos da crise. Chega a ser irónico vir falar em poupança quando as pessoas já nem para os bens essenciais têm dinheiro, quanto mais para guardar uns trocos no banco ou debaixo do colchão. Ou vir falar em investimento, quando este governo tem feito precisamente o contrário, desinvestir, pelo menos nos serviços públicos, como a Saúde, a Educação, a Justiça ou a Seg. Social (investimento, apenas nos boys e nos tachos - o famoso "pote").

No meio de tanta contradição, incompetência, insensibilidade e mentira, aquele que dizem ser uma espécie de Primeiro-ministro tem razão num ponto: há, de facto, pessoas que ainda não perceberam que são pobres. Pobres de espírito. A começar pelo próprio.

Demagogia populista em vez de soluções

Tal como esperado, o crime de enriquecimento ilícito irá mesmo avançar, pelo menos no Parlamento. Já falei sobre o gigantesco erro que se está a cometer - que constitui uma facada no coração da Democracia e no estado de direito -, mas não posso deixar de acrescentar dois pontos:

1. O diploma refere, explicitamente, de que cabe ao Ministério Público provar os factos (como é obrigatório em Democracia), mas veremos na prática como resultará a aplicação da lei. Mas, pelo menos para já, admitemos que não haverá inversão do ónus da prova;

2. O MP investiga um político e descobre que este enriqueceu por não ter declarado ao Fisco tudo o que tinha auferido como rendimento. O que acontece? O MP acusa por enriquecimento ilícito ou por evasão fiscal? O acto censurável (punível) será o acto de esconder às Finanças os verdadeiros rendimentos ou o acto de lucrar com isso? Ou seja, será preferível punirmos o acto em si ou o resultado desse acto? É que este novo tipo de ilícito criminal vai punir o resultado e não o acto (o crime) em si. E quando isto acontece algo vai mal (muito mal) na justiça.

O verdadeiro problema das investigações, sobretudo das económico-financeiras, é a falta de meios informáticos (por exemplo software) ao dispor do MP e da Polícia Judiciária, é a falta de técnicos especializados na PJ, é a existência de offshores, é a falta de pessoal com formação técnica no Laboratório de Polícia Científica. Mas contra estes problemas não houve governo ou ministro que tivessem a visão ou a coragem necessárias para os resolver. E por tudo isto a Justiça criminal contra os poderosos continua como sempre esteve: frágil.


Nota: quem se tem mostrado contra o crime de enriquecimento ilícito é rapidamente acusado de ser ou corrupto ou defensor dos corruptos, ignorando, conforme tenho explicado (como agora) que a corrupção continuará na mesma, pois esta medida em nada combate ou muito menos resolve o problema. Mas como vivemos num país de cegos...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Das desigualdades sociais

Com o Orçamento para 2012 o subsídio de almoço, recebido pelos trabalhadores, passou a ser tributado em sede de IRS (com a respectiva retenção na fonte) mas continua a não contar para efeitos de reforma. O subsídio de habitação dos magistrados continua a não ser tributado em sede de IRS e continua a ser tido em conta para efeitos de pensão de reforma. Eis mais um exemplo da inconstitucionalidade do OE2012.

Boys sem competência

Mais um exemplo da incompetência de quem nos (des) governa.

Cuidado com os ladrões


Descredibilização da Justiça

É por causa destas e de outras assim que as pessoas deixaram de acreditar na Justiça.